Como ter uma vida de oração constante quando é difícil se concentrar

Quase todo crente reconhece que gostaria de orar mais. O problema raramente é de convicção; é de constância. A oração fica irregular por cansaço, por falta de estrutura, por uma expectativa errada do que "deveria" sentir. O que segue não é uma fórmula, mas um conjunto de hábitos que muitos cristãos comprovaram ao longo dos séculos.
Por que a constância se perde
Três causas aparecem sempre. A primeira é a ausência de um horário fixo: o que não tem hora, não acontece. A segunda é a distração: o celular, a lista de tarefas, os pensamentos que disparam assim que fechamos os olhos. A terceira é a secura: dias ou semanas em que orar não produz sentimento nenhum, e o desânimo leva a abandonar.
Um plano simples
- Um horário: escolha um momento realista e proteja-o como um compromisso. Para muitos, a manhã, antes do barulho do dia, funciona melhor.
- Um lugar: a mesma cadeira, o mesmo canto. O corpo aprende que aquele lugar é para orar.
- Uma estrutura: adoração, confissão, gratidão, pedido. O Pai Nosso e os Salmos são moldes provados.
- Uma lista: nomes, situações, igreja, governo, missões. Escrever evita divagar.
- Uma passagem: ler um texto curto antes de orar dá conteúdo à oração.
O que fazer com as distrações
Não lute contra cada pensamento; anote num papel e volte à oração. Orar em voz baixa, caminhar enquanto ora ou escrever a oração são recursos legítimos para mentes inquietas. Deixar o celular em outro cômodo resolve metade do problema.
O que fazer com a secura
A constância é provada justamente quando não há sentimentos. Os Salmos mostram crentes que oram a partir da angústia, da queixa e do silêncio de Deus. Continuar orando na secura não é hipocrisia; é fé. Costuma ser nessas temporadas que o caráter se forma.
Não ore sozinho
A oração pessoal se sustenta melhor quando existe oração compartilhada: um companheiro de oração, um grupo pequeno, a reunião da igreja. Comprometer-se com outros torna mais difícil sumir.
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